Quinta-feira, Novembro 19, 2009

MANIFESTO DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL



Manifesto da Igreja Presbiteriana do Brasil sobre o acordo firmado entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé, e a “Lei Geral das Religiões” (Projeto de Lei n.º 5.598/2009 e o PLS 160/2009)


A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL, representada pelo Presidente do seu Supremo Concílio, diante do momento atual, em que forças organizadas da sociedade manifestam sua preocupação pela aprovação do texto do Acordo que vem labutar contra a laicidade do Estado Brasileiro e cercear a liberdade religiosa através de manifesta preferência e concessão à Igreja Católica Apostólica Romana de privilégios por parte do Estado Brasileiro, em face dos termos do Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé, firmado no dia 13 de novembro de 2008, vem a público, considerando que:

I. - O Vaticano, embora um Estado Soberano e Pessoa Jurídica de Direito Público Internacional, é a sede política e administrativa da religião Católica Apostólica Romana e, portanto, um Estado Teocrático. Todo acordo entre Ele e o Brasil que contemple matéria envolvendo assuntos referentes à dimensão da fé e não a assuntos temporais agride o princípio da separação entre Estado e Igreja, que é uma conquista obtida pela nação brasileira e se constitui na base da nossa República;


II. - Para Igreja Católica Apostólica Romana, as demais religiões e seus ritos próprios são apenas “elementos de religiosidade” preparatórios ao cristianismo verdadeiro, do qual ela é exclusiva detentora: “Com efeito, algumas orações e ritos das outras religiões podem assumir um papel de preparação ao Evangelho, enquanto ocasiões ou pedagogias que estimulam os corações dos homens a se abrirem à ação de Deus. Não se lhes pode, porém atribuir à origem divina nem a eficácia salvífica ex opere operato, própria dos sacramentos cristãos. (DECLARAÇÃO "DOMINUS IESUS" SOBRE A UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE SALVÍFICA DE JESUS CRISTO E DA IGREJA);


III. - A identidade jurídica peculiar do Vaticano, a apresentar-se ora como Estado, ora como Religião, facilita a tentativa de ingerência e pode confundir administradores sobre os limites das concessões, quando tratam de assuntos que transcendem aqueles meramente administrativos e temporais. E, por ser o Vaticano um Estado, não pode impor ao Estado Brasileiro a aceitação de sua religião e da Igreja que representa para a obtenção de privilégios e vantagens diferenciadas;


IV. - É inegável que tal Acordo é flagrantemente inconstitucional, pois fere a Constituição da República, que destaca em seu artigo 19: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; (..); III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si”. Ora, o Estado do Vaticano é o REPRESENTANTE da Igreja Católica Apostólica Romana. O ACORDO, portanto, é INCONSTITUCIONAL e não pode prosperar num Estado Democrático de Direito, pois fere a cláusula pétrea da Constituição da República no caput do Artigo 5º, ou seja, o princípio Constitucional da ISONOMIA;


V. - Que o referido Acordo Internacional nos artigos 7º, 10º e, principalmente, 14º, impõe DEVERES ao Estado Brasileiro para com a Igreja Católica Apostólica Romana nos planejamentos urbanos a serem estabelecidos no respectivo PLANO DIRETOR, que deverá ter espaços destinados a fins religiosos de ação da Igreja Católica Apostólica Romana, contemplando a referida Igreja com destinação de patrimônio imobiliário;


VI. - O termo católico após a expressão “ensino religioso”, contido no Acordo, afronta a previsão do § 1º do artigo 210 da Constituição da República, que preceitua: “O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. O Acordo com a Santa Sé consignou no § 1º do artigo 11 que: “O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental...”. Trata-se de evidente discriminação religiosa;


VII. – a aprovação pelo Congresso Nacional do referido Acordo conferiu privilégios históricos à Igreja Católica Apostólica Romana em nosso País reconhecendo-os como direitos, constituindo norma legal, uma vez que acordos internacionais, conforme a Constituição de 1988, têm força de lei para todos os fins. Aquilo que a história legou, a cultura vem transformando e o Direito não pode aceitar por consolidar dissídio na sociedade brasileira, que tem convivido de forma tolerante com o legado, mas não o admitirá como imposição contrária ao direito à liberdade de consciência, de crença e de culto, amparado pela Carta Magna e pelo Direito Internacional;


VIII. - De igual forma, o Projeto de Lei n.º 5.598/2009 e o PLS 160/2009 denominado “Lei Geral das Religiões”, já aprovado pela Câmara Federal e pelo Senado, mero espelho do Acordo, incorre nos mesmos equívocos de inconstitucionalidade e desprezo à laicidade do Estado Brasileiro, estendendo as pretensões da Igreja Católica Apostólica Romana a todos os demais credos religiosos. O nivelamento no tratamento pelo Estado às religiões não pode ser amparado por fundamentos manifestamente inconstitucionais que agridem a soberania do Brasil e retrocede-nos ao indesejável modelo do “padroado” no Império.


Ante o exposto, em consonância com a Palavra de Deus, sua única regra de fé e prática, e com a sua doutrina, a IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL manifesta-se contra a aprovação do Congresso Nacional do referido Acordo Internacional ou de qualquer norma legal que privilegie determinada religião/denominação em detrimento de outras; não considerando a cidadania dos ateus e agnósticos também presentes no Brasil, consagrando ingerência de Estado Estrangeiro sobre o Estado Brasileiro e afrontando a separação entre o Estado e a Igreja, preservada em todas as Cartas Constitucionais da República Brasileira.


A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL reitera sua submissão e intercessão em favor das autoridades constituídas, mas não abre mão de seu ministério profético nesta geração a denunciar todo e qualquer desvio contrário ao Estado de Direito e à Lei de Deus.


Brasília – DF, outubro de 2009
Rev. Roberto Brasileiro Silva
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

Sábado, Novembro 07, 2009

ICB-Quintas-Natal-RN: 73º Encontro Regional de Obreiros

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

SEPULCRO CAIADO

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia" (Mateus 23.27).

Este texto bíblico é bastante sinalizador para a minha vida. Preciso ser vigilante para que o meu interior esteja suavizado pelo Senhor sem querer exagerar o exterior, na hipocrisia.

A figura acima retrata o quero dizer. O artista transforma uma parede plana, bidimensional, simplesmente pela pintura, num espaço tridimensional. O ambiente é bastante bonito, mas é simplesmente uma ilusão artística.

Vivamos a Paz.

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

ICB-QUINTAS-NATAL-RN: 40 anos

Terça-feira, Setembro 22, 2009

APOSTILAS

Na coluna ao lado você passará a dispor de diversos textos evangélicos. Inicialmente disponibilizamos uma apostila: O REINO DE DEUS. Todo o material sempre no formato *.pdf.

Quarta-feira, Agosto 26, 2009

VIVER É UM ATO DE EQUILÍBRIO II

(Foto: g1.com.br)
Há três áreas na vida que merecem vigilância constante:

1. Poder
2. Privilégios
3. Dinheiro

PODER

Mt 4.1-4: “1 ENTÃO foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.2 E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;3 E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.4 Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”

No deserto o Senhor Jesus foi tentado para usar o poder abusivamente: transformar pedras em pães. Este foi o grande teste logo no início ministerial do Senhor.

PRIVILÉGIOS

Mt 4.5-7: “5 Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,6 E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra.7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.”

Pular para os anjos protegerem. Que absurdo.

DINHEIRO

Mt 4.8-11: “8 Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. 9 E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. 11 Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.”

"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." (I Tm 6.10)


CONCLUSÃO

Muitos profissionais, famílias e cristãos estão cruelmente destruídos pelo uso abusivo do PODER, dos PRIVILÉGIOS e o AMOR AO DINHEIRO.

Fi 4.12: “...conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus.”


Nosso abraço. Em Cristo Jesus, nosso Senhor,

Otoniel Marcelino de Medeiros

Terça-feira, Agosto 18, 2009

VIVER É UM ATO DE EQUILÍBRIO I

(Foto obtida: www.g1.com.br)

Filipenses 3.12-14: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição, mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado, mas uma coisa faço: ESQUECENDO-ME das coisas que para trás ficam e AVANÇANDO para as que diante de mim estão, PROSSIGO para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

Sabemos que viver não é fácil. A escritora Lya Luft compara viver como subir numa escada rolante pelo lado errado, de costas. Interessante ainda há pessoas com a grande habilidade de complicar ainda mais.

O apóstolo Paulo dá uma regra nobre de vida, para suavizá-la:
- esquecer,
- avançar e
- prosseguir.

ESQUECER: as experiências destrutivas do passado. Vida sanduíche é aquela comprimida entre as coisas ruins do passado e a ansiedade pelo futuro.

AVANÇAR: devemos ter bons alvos em todas as áreas da nossa vida. Que o Senhor nos conceda discernimento de visualizarmos alvos reais e não fantasias da vida.

PROSSEGUIR: não faz sentido prático de vida se avançamos sem continuidade, sem perseverança.


Fi 4.12: “...conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus.”


Nosso abraço. Em Cristo Jesus, nosso Senhor,

Otoniel Marcelino de Medeiros